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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tripé?

Olha a confusão que uma conclusão precipitada pode causar.

Em um determinado país foi criado um programa de incentivo à natalidade, pois o número de habitantes estava caindo e a proporção de idosos crescia assustadoramente. Necessitando de mão-de-obra, o governo decretou uma lei que obrigava os casais a terem um certo número de filhos. Previa também uma tolerância de cinco anos após o casamento, fim dos quais, o casal deveria ter pelo menos um pimpolho. Aos casais que no fim do prazo não conseguissem ter um filho, o governo destacaria um agente auxiliar para que a criança fosse gerada.

Nesse cenário se deu a seguinte conversa entre um casal:
MULHER: Querido, completamos hoje cinco anos de casamento!
HOMEM: É... Querida e, infelizmente, não tivemos um filho sequer.
MULHER: Será que eles vão mandar o tal agente?
HOMEM: Não sei... talvez mandem.
MULHER: E se ele vier?
HOMEM: Bem, eu não posso fazer nada.
MULHER: E eu, menos ainda...
HOMEM: Vou sair, já estou atrasado para o trabalho.

Logo após a saída do marido, bateram a porta:

TOC, TOC, TOC!!!

A mulher abriu e encontrou um homem de boa aparência à espera. Tratava-se de um fotógrafo que saiu para atender um chamado de uma família que queria fotografar sua criança recém-nascida, mas que por um engano, errara o endereço procurado.
E o seguinte diálogo se seguiu:

HOMEM: Bom dia! Eu sou...
MULHER: Ah, já sei. Pode entrar.
HOMEM: Obrigado. Seu esposo está em casa?
MULHER: Não, ele saiu para trabalhar.
HOMEM: Presumo que esteja a par da minha vinda aqui.
MULHER: Sim, o meu marido também já está sabendo de tudo, e eu concordo.
HOMEM: Ótimo! Então vamos começar.
MULHER: Mas já? Tão rápido...
HOMEM: Preciso ser breve pois tenho 16 casas pra visitar, ainda hoje.
MULHER: Minha nossa! O senhor aguenta?
HOMEM: O segredo é que eu gosto do meu trabalho, me dá muito prazer!
MULHER: Então vamos começar. Como faremos e como você prefere?
HOMEM: Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá e uma de pé ao lado da mesinha do telefone.
MULHER: Serão necessárias tantas?
HOMEM: Bem, talvez possamos acertar na mosca já na primeira tentativa.
MULHER: O senhor já visitou alguma casa neste bairro?
HOMEM: Não, mas tenho comigo uma variedade de amostras do meu trabalho e... (mostrou algumas fotos de crianças.) Não são lindas?
MULHER: Como são belos esses bebês! Foi o senhor mesmo quem fez?
HOMEM: Sim. Veja esta aqui, por exemplo, foi conseguida na porta do supermercado.
MULHER: Que horror! O senhor não acha muito público?
HOMEM: Sim, mas a mãe queria muita publicidade.
MULHER: Eu não teria coragem!!!
HOMEM: Esta aqui foi em cima do ônibus.
MULHER: Cacilda!
HOMEM: Foi um dos serviços mais difíceis que já fiz.
MULHER: Claro, eu imagino.
HOMEM: Esta foi feita no inverno, num parque de diversões.
MULHER: Credo! Como o senhor conseguiu? Não sentiu frio?
HOMEM: Não foi fácil! Como se não bastasse a neve caindo, tinha uma multidão em volta. Quase não consegui acabar.
MULHER: Ainda bem que sou discreta. Não quero ninguém nos olhando.
HOMEM: Ótimo! Eu também prefiro assim. Agora, se me der licença, eu preciso armar o tripé.
MULHER: TRIPÉ?
HOMEM: Sim madame, pois o negócio, além de pesado, depois de armado mede quase um metro.
MULHER: Desmaiou...

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